domingo, 19 de abril de 2020

As Chagas que alegram os nossos Corações...


Acredito que, quem tem um espaço verde e colorido, seja mais fácil, fazer o isolamento social... quando tudo passar vai haver mais pessoas que vão precisar de apoio psicológico... estar dentro de quatro paredes, com os companheiros filhos e até animais a reclamarem de cansaço, de estar em casa, de espaço, deve ser de doidos...

Nem toda a gente tem a sorte de ter um espaço verde... alguns por opção (porque não gostam do mato) outros, porque não têm alternativa e têm que se sujeitar...

Espero que passe, depressa ou devagar, mas que não cause muitos estragos... mentalmente, financeiramente...

Haja Fé, Esperança Coragem, Força e Inteligência...



Os animais nossos amigos, também estão lá para nos ajudar a ultrapassar este momento... as chagas vão alegrar os nossos corações tristonhos, com as suas cores fortes...
É tempo de Reflexão, aproveitemos este isolamento para melhorarmos o nosso estado mental e espiritual, fazer balanços da vida, o que podemos modificar, para nos tornarmos melhores...


...tudo vai passar... mas nada ficará igual...


domingo, 12 de abril de 2020

Boa Páscoa... com Saúde...





É uma Páscoa, diferente, estranha e esquisita... apenas vai ser assinalada pelo calendário e nos nossos corações... para todos os que estão do outro lado, sozinhos ou acompanhados, sem abraços e beijinhos, que estão de costas, no cotovelo ou no pé, recebam os meus abraços e beijinhos espirituais... desejo-vos muita Saúde, neste momento, o mais importante... 






segunda-feira, 30 de março de 2020

CORONAVÍRUS = COVID 19

O texto não é meu, deixo-vos a fonte. Vale a pena visitar...

Fonte: http://jardim-espirita.blogspot.com/


VISÃO ESPÍRITA SOBRE O CORONAVÍRUS – COVID-19

          O Espiritismo, ao nos ensejar o exercício da fé raciocinada, ensina-nos a ampliar a compreensão dos fatos históricos e contextos sociais, convidando-nos à prudência, à confiança e à serenidade mediante as experiências educativas do mundo, de modo a aperfeiçoarmos as nossas competências espirituais. - Federação Espírita Brasileira.

                            

           Assim, para nós espíritas essa pandemia espalhada por todo o planeta, em que todos os continentes, raças, classes sociais estão sofrendo com o covid-19, é uma provação para a humanidade, uma experiência educativa para o mundo, para aperfeiçoarmos as nossas competências espirituais. É um fenômeno para o progresso da humanidade. Nós vivemos ainda em um mundo de provas e expiações, e o sofrimento é uma das condições deste estágio evolutivo de mundo, em que ainda precisamos provar e expiar para aprendermos e evoluirmos. Mas, o planeta Terra está em processo de mudança para um mundo de regeneração.

           A Associação Médico-Espírita do Brasil (AME-Brasil), em sua última nota publicada, falou:
          Também é de grande importância relembrar que este tipo de fenômeno é ferramenta para acelerar o progresso da humanidade, que neste momento encontra-se em processo de transição. Estamos passando por uma experiência nova, na qual ainda temos muito que aprender. Que possamos vibrar positivamente, mantendo a fé e a esperança e aproveitar a oportunidade para desenvolver em nós inteligência, paciência, resignação, abnegação e o amor ao próximo.

          Nisso para deixarmos esse mundo de provas e expiações para traz que é de sofrimento, precisamos aprender mais sobre o amor, e a nos melhorarmos como indivíduos, progredir espiritualmente, expurgar os males que ainda carregamos. Divaldo Franco (em uma entrevista concedida à D’Ponta Web News. Ponta Grossa. Paraná), diz: “Que é uma crise, que antes de um grande salto, tem um problema. Essas crises nos ajudam a evoluir. Então essa é uma crise inesperada, porém, providencial, para chamar as criaturas todas do mundo que os valores mais resistentes são os valores do ser. (...) Então, o Espiritismo verifica como fenômeno natural, que sempre houve epidemias, pandemias (...) Então, são fenômenos ‘creio’ da própria evolução do planeta. E chegará um dia que tudo isso será superado.”

          A construção para o mundo de regeneração conta-se que vem de alguns séculos já, é um trabalho lento e que vai no ritmo de acordo com o processo evolutivo da humanidade. Nós como humanidade, com o coronavírus, temos que provar em conjunto, mas vamos superar, como aconteceu tantas outras vezes pela história do planeta. Nós progredimos pelo amor ou pela dor. Nisso somos mais aptos a escutar a dor do que o amor, ainda isso é da natureza humana. Mas, com esta situação em que estamos todos vivendo por todo o planeta, temos a possibilidade de amar, muito mais, de colocar a luz que carregamos para iluminar esta escuridão em que estamos atravessando. E podemos fazer isso ficando em casa, sair de casa só em caso de necessidade. Se você pode ficar em casa, fique. Pedir para ficar em casa, não é algo fácil, e cada um sabe de suas necessidades, nem todos tem reserva financeira, nem todos tem uma casa confortável para ficar. Mas, se você pode ficar em casa, fique colocando o seu amor em prática, em apenas ficando em casa.

                             


         Das pandemias que a humanidade já enfrentou, não queremos chagar a esses números de mortos, por isso do isolamento social, algumas foram (fonte da revista exame):
- Peste negra, que surgiu em 1346. A doença foi provocada por uma nova cepa da bactéria.
- No século 16, os historiadores desistiram de catalogar o surgimento de novas doenças, tal a quantidade delas. A boa notícia é que as pragas não eram tão virulentas. Ocorreram surtos de febre amarela, tifo, sarampo, hepatite e lepstospirose principalmente na Europa. Cerca de 3 milhões de pessoas morreram.
- A gripe espanhola, provocada por um vírus, assombrou o mundo em 1918, ao final da Primeira Guerra Mundial. Mais de 75 milhões de pessoas morreram, globalmente.
- Gripe Asiática, em 1957.A gripe asiática também teve início na China e matou até 2 milhões de pessoas no mundo, principalmente idosos.
- Gripe de Hong Kong, em 1968 -1969. Tenha matado 1 milhão de pessoas entre 1968 e 1969. É provável que o vírus que causou a doença tenha evoluído da gripe asiática.
- Gripe Suína, em 2009. Quase 300 mil pessoas morreram. O fim da pandemia foi decretado pela OMS em agosto de 2010.

          Com a tecnologia, com o poder da comunicação em massa em nossas mãos a todo o momento, temos mais a possibilidade de nos prevenir, de aprender a nos prevenir e proteger os nossos amados e todos os outros, e de aprender com tudo isso. No estágio evolutivo em que estamos, e com todo conhecimento em que temos não precisamos mais repetir os números de mortos das outras pandemias. Vamos fazer tudo que está ao nosso alcance para não chegar ao número de mortos das outras pandemias. O que está acontecendo é para aprendermos, hoje carregamos mais amor que antes, por isso nos preocupamos mais com as vidas, com as pessoas, porque cada vida importa, estamos dando mais valor a vida, pelo fato de haver mais amor no mundo, o Espírito Bezerra de Menezes tem transmitido a mensagem de que nunca se viu tanto amor na Terra como tem nos últimos dias. Embora, certos ecos negativos ainda ecoam, mas tenhamos a certeza de que temos tanto amor em nosso ser imortal, hoje podemos amar muito mais e muito melhor do que antes, pois já aprendemos com tantas coisas vividas pela história da humanidade. Com essa pandemia do covid-19, só é nos pedido para ficar em casa, para lavarmos as nossas mãos, e quanto mais seguimos as orientações da OMS, mas cedo pode-se controlar essa pandemia, tudo que isso acarreta vale a pena para não chorarmos a partida de pessoas que amamos, ou vermos nossos irmãos a chorar pelos seus entes amados.

          É o momento de termos e aprendermos o que é empatia, de nos colocarmos no lugar do outro. É o momento de termos e aprendermos o que é ser altruístas, de ter atitudes que visa o bem-estar do próximo, sem interesse particular.

                            

         É o Cristo Jesus, a nos chamar mais uma vez para amar o próximo como a nós mesmo. Este é mais um chamamento, e tenhamos a confiança de que estamos amando mais, de que somos capazes de renunciar o nosso cotidiano, renunciar o material (com o que está acontecendo de não podermos desempenhar momentaneamente as nossas atividades de trabalho), renunciar a nossa rotina para o bem do próximo. Estamos aprendendo e colocando valores imortais em prática, valores em que levaremos para todo o sempre da nossa senda evolutiva. Jesus nunca se cansa de nós, e vamos vencer essa pandemia com amor, e seguindo as orientações que a comunidade cientifica nos orienta a ter, lavando as mãos, ficando em casa, cuidando dos mais vulneráveis e doentes... Se a comunidade cientifica nos pede isso, se a Organização Mundial de Saúde nos orienta a isso, é porque o progresso da humanidade por meio de tudo que já passou e com a permissão Divina chegou a essa resolução cientifica, que são coisas básicas, de fácil entendimento e que todos podemos fazer e entender; os que tem dificuldades de entendimento ou financeiro, devemos amparar a esses irmãos com o que necessitam. É crucial para salvar vidas (que pode ser a vida dos nossos entes queridos) que escutemos as recomendações da Organização Mundial de Saúde. Unidos faremos toda a diferença.

         Deus nunca desampara. Estamos sendo amparados e vamos ser amparados pelo infinito Amor de Deus quando tudo isso passar, os meios para nos mantermos financeiramente vão nos ser mostrados, repetiremos sempre que Deus não nos desampara, e ainda temos a capacidade amorosa de ajudar aqueles que estão precisando e que irão precisar.

        Lembremos dessa máximos do Cristo Jesus:

“Não vos inquieteis, pois, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou de que nos vestiremos? Como fazem os pagãos que procuram todas essas coisas; porque vosso pai sabe que delas tendes necessidade.

Procurai, pois, primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas cosias vos serão dadas por acréscimo. Por isso, não estejais inquietos pelo dia de amanhã , porque o dia de amanhã, cuidará de si mesmo. A cada dia basta o seu mal.” (Mateus, cap. VI, v. 31 a 34)


Escrito pelo Blog Jardim Espírita.

domingo, 15 de março de 2020

A nossa força...


"A nossa força está na Fé da oração em uma sincera conversa com Deus.

Quem mantém acesa a chama da Fé no coração, recebe milagres.

Tentar mudar alguém porque seu comportamento não nos agrada está longe de ser boa ideia. É na autenticidade que o verdadeiro carácter se revela.

Que Deus nos abençoe a cada manhã, a cada passo, a cada pensamento, em cada sonho, em nosso trabalho e em tudo que nos possa fazer melhores.

Não pense que pode mudar outra pessoa. Vaidade faz você perder tempo.

Ninguém pode ofertar, dar e prometer o que não tem e muito menos o que não existe.

Não importa o tempo que leve, toda a ingratidão um dia volta para quem a cometeu.

O ego transmite o orgulho dos tolos.

Às vezes nos transformamos naquilo que mais tememos.

Conhecimento não aumenta inteligência.

Fazer o bem simplesmente porque é certo fazer o bem, e não porque você garantirá um lugar no céu.

Tudo bem não estar bem, a vida nem sempre nos presenteia com flores e manjares. Viver requer coragem e às vezes isso pode doer muito.

Ninguém constrói felicidade em cima de tristeza alheia.

Era assim...tinha quase tudo... vacilou, escorregou... deixou-se levar pela emoção... tomou uma rasteira... escolheu mal a semente. Hoje vive reclamando, cultivando o que plantou.

Evolua tanto que os outros precisarão conhecer você de novo.

Mesmo quando a vida fica difícil sorria. Um sorriso atrai bons fluídos.

O mal existe, assim como o bem, somente no caminho do bem é que encontraremos a Verdade, a Paz e o Amor que tanto Almejamos."


(pensamentos)





























domingo, 8 de março de 2020

Amor e Paixão...


O texto não é meu, mas gostaria de partilhar convosco, fica o endereço caso queiram visitar... merece a pena...



Muitas pessoas se preocupam em saber se estamos diante da pessoa que escolhemos no mundo espiritual para ser nosso marido ou esposa. Quem dera que a gente soubesse! Se fosse possível essa identificação sem nenhuma margem de erro, as uniões conjugais seriam muito felizes!

Não é importante saber se o nosso parceiro ou parceira é alguém que elegemos antes de reencarnarmos. O importante é verificarmos se os gostos e tendências do outro demonstram que existe afinidade entre nós, independentemente de já termos convivido com ele ou não. O importante não é uma parceria previamente definida, mas é a formação e a manutenção de uma parceria feliz.





Uma pessoa adequada para nós é aquela que nos produz emoções, não aquela que nos provoca sensações. Se um rapaz encontra uma moça e imediatamente sente a irrupção do desejo sexual, isto é uma sensação. Mas se ele a vê, e logo sente por ela um encantamento especial, um impulso para se aproximar com cuidado e gentileza, estará diante de uma emoção, que tem caráter mais profundo. Por outro lado, uma moça conhece um rapaz e logo o associa à imagem de um ator famoso, que lhe desperta sonhos eróticos e que agora vê de alguma forma materializado na figura do jovem que encontrou. Isto representa uma sensação, uma eclosão de interesse sexual. Contudo, se ela se depara com o rapaz e sente alegria por vê-lo, uma necessidade de estar ao seu lado e de conversar, de tocar-lhe a mão com ternura, ela experimentou uma emoção, o desabrochar de uma centelha de afetividade.

No caso do rapaz que se encantou com uma jovem, e no episódio da moça que se sentiu feliz com o encontro, a comprovação da afinidade se fará somente mais tarde, à medida que o relacionando se tornar mais profundo, porque o sentimento estará mais bem caracterizado. Em caso de se confirmar a afinidade é provável que a pessoa que está em nossa companhia seja uma alma querida, que antes de renascer se comprometeu conosco para a formação de uma família saudável. No entanto, não há como estabelecer critérios infalíveis para essa conclusão.

Se a decisão de unir-se a outra pessoa exige uma análise cuidadosa, que se inicia no
autoconhecimento e tem continuidade na convivência com o outro, isto se torna um dos aprendizados mais importantes para o jovem: a distinção entre amor e paixão.

É medida de urgência que o jovem identifique quando encontrou o amor ou quando foi acometido por um surto de paixão que terá existência breve.

No campo do relacionamento a dois, identificamos duas formas de atração que se hospedam na intimidade do ser humano.

A primeira delas é a paixão, a atração provocada pelos instintos, que surge como uma febre de desejo e está relacionada ao impulso para a procriação. A paixão pode até ser interpretada como uma forma de amor, mas um amor primitivo e imediatista, que todos trazemos das experiências evolutivas do processo antropossociopsicológico, permanecendo em nós para favorecer a perpetuação da vida.

A outra forma de atração que nos motiva a estabelecer vínculos é o amor propriamente dito, verdadeiro e plenificador. Este sentimento também nos impulsiona ao intercurso sexual, cuja finalidade precípua, além da continuidade da espécie, é o intercâmbio de hormônios psíquicos, de vibrações emocionais que sustentam a vida e realimentam os sentimentos profundos daqueles que mantém um vínculo afetivo.

Muitos autores da história da Filosofia, como Epicuro, que viveu aproximadamente no ano 350 antes de Cristo, estabeleceram que a felicidade depende do prazer. Esse pressuposto é o fundamento da doutrina hedonista, segundo a qual para estar realizado o indivíduo necessita ter poder para comprar o que deseja, amealhando posses materiais e desfrutando de todas as oportunidades de prazer que estiverem ao seu alcance.

Neste sentido, o sexo exerce papel preponderante, porque a proposta hedonista se perpetuou em nossa esfera emocional até hoje. Como a maioria de nós vive preocupada em atender ao prazer, mas não consegue obter todos os bens materiais e o poder social que gostaria de possuir, o sexo, na sua feição de instrumento da paixão, acaba tornando-se uma válvula de escape para nossas fugas psicológicas. O ser humano decide praticar o sexo para experimentar o prazer sem a necessidade de ter culpa ou conflito, entendendo que se não está enfrentando ou prejudicando o seu semelhante para obter vantagens materiais, tudo estará dentro de um padrão de normalidade. Ele poderá desfrutar do prazer sexual sem se perturbar e conservando a consciência tranquila. Por isso, a pessoa troca de parceiros sempre buscando experiências agradáveis e aventuras, esquecendo-se de que após o orgasmo, quando advém o relaxamento do corpo e o repouso, a sensação de prazer é logo substituída por um sentimento de frustração. Com a continuidade das experiências malsucedidas, o indivíduo vai lentamente descobrindo que o prazer verdadeiro somente poderá ser vivenciado quando o sexo estiver fixado num sentimento profundo de amor.

Na história evolutiva do espírito, a paixão e o amor se encontram como duas vertentes à disposição do livre-arbítrio, a partir de cuja escolha ocorre o nosso desenvolvimento moral ou a nossa decadência espiritual. Quando optamos pela paixão, estacionamos voluntariamente em alguns degraus da evolução até nos resolvermos pela libertação das amarras da inferioridade mediante a conquista do amor."






Fonte: Livro – Sexo e Consciência. Divaldo Franco, organizado por Luiz Fernando Lopez.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Carnaval na Visão Espírita...


Nas minhas pesquisas encontrei este texto alusivo ao Carnaval... fica o endereço no fim caso queiram visitar e pesquisar...



"CARNAVAL NA VISÃO ESPÍRITA
         O texto abaixo veio do livro Sexo e Consciência de Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes. Um texto riquíssimo de ensinamentos para todos nós, para cada vez mais passarmos a compreender a vida de uma outra forma, em que existe muitas coisas além do que os nossos olhos físicos veem.


       Allan Kardec, quando estudou as Leis Morais, estabeleceu a Lei do Trabalho como uma das mais importantes para a vida. Contudo, o codificador reconheceu que o repouso é um elemento gerador de bem estar.

      A criatura humana tem necessidade de espairecimento para renovar as suas energias e vitalizar as suas células. Alegria e repouso são indispensáveis ao equilíbrio do nosso estado psicológico.

      Nossa harmonia emocional também depende da restauração das forças físicas. Em uma mensagem que recebi do Espírito Marco Prisco120, ele afirma que mudanças de atividade são suficientes para promover repouso e renovação. Para descansar não é necessário entrar em ociosidade ou se entregar a agitações descontroladas. Basta sairmos da rotina e fazermos algo útil, que a reconstituição das forças se processa naturalmente. Isso ocorre, por exemplo, quando interrompemos uma atividade intelectual e nos concentramos em outra que exige esforço físico. Por isso, muitos indivíduos do sexo masculino gostam de reservar em suas casas um espaço semelhante a uma oficina para a realização de trabalhos manuais. Nesse espaço eles esculpem objetos em madeira ou realizam pequenos consertos. Da mesma forma, as mulheres procuram costurar, fazer bordados ou algo equivalente para poderem variar de atividade, deixando de lado por alguns instantes o trabalho habitual exaustivo.
120 A mensagem tem o título de Lazer e encontra-se no livro Seara do Bem, psicografado por Divaldo Franco e ditado por diversos Espíritos. Obra publicada pela Editora LEAL. Nota do organizador.

       Se observarmos sob o ponto de vista da cultura popular, seremos forçados a admitir que existem desfiles belíssimos em algumas festas de Carnaval. Certos desfiles são espetáculos de beleza, de Arte e de História, em que grandes compositores populares e artistas plásticos exibem trabalhos dignos dos maiores artistas da humanidade. Se a comemoração se detivesse nesses aspectos, tudo seria diferente. O grande problema é que o ser humano acaba desviando os objetivos do Carnaval para o sexo irresponsável e promíscuo.

       Adicionemos a isso o aumento exponencial da violência. Os indivíduos põem para fora a sua destrutividade, sua intenção de contaminar os outros com atitudes mesquinhas. O número de assaltos, estupros, assassinatos e outras agressões é alarmante, sobretudo, naquelas massas humanas que acompanham desprevenidas o desfile dos grupos carnavalescos. Muitos indivíduos se reprimem o ano inteiro para assumirem a sua realidade psicológica no Carnaval. E, por isso na verdade eles permanecem mascarados por 360 dias, revelando em apenas cinco dias o que realmente são.

       Tudo isso é estarrecedor! Em vez do Carnaval ser uma festa que renove as energias, que prepare o indivíduo para enfrentar com disposição as suas atividades diárias, a comemoração torna-se uma ocasião em que a pessoa se compromete espiritualmente de forma negativa. A exceção fica por conta dos que procuram as praias, os hotéis-fazendas e os lugares tranquilos do interior para um justo refazimento. Por isso, nas expressões da psicanálise o Carnaval transformou-se em uma manifestação de Tanatus, a pulsão de morte que existe dentro de todo ser humano.

        Quando termina o período carnavalesco, continua presente no psiquismo do indivíduo aquela ilusão dos dias que se passaram. Não sabendo discernir uma coisa da outra, a pessoa tenta converter os demais dias do ano em um permanente Carnaval, como se a vida fosse constituída apenas de prazer. Isso sem mencionarmos os efeitos danosos da festança, além das doenças que já enfocamos: a gravidez indesejada, o despertar da consciência, o arrependimento, o transtorno emocional e as obsessões provocadas pelos Espíritos que se utilizaram daqueles dias de atitude irrefletida para perturbar o equilíbrio psicofísico das suas vítimas. Sem contar com o abandono afetivo, pois muitas pessoas cultivam a ilusão de que encontraram alguém para a toda a vida em uma esquina ou em um baile, e acabam descobrindo que foram somente usadas por uma companhia que desejava alguns instantes de prazer, sem nenhum vínculo posterior.

       O Espírito é o comandante em tudo que se faz. é necessário conservarmos a mente pacificada, ao mesmo tempo em que é indispensável valorizarmos o nosso corpo físico, que é o receptáculo sagrado no qual vivenciamos a nossa reencarnação.

       No ano de 1982, eu psicografei um livro chamado Nas Fronteiras da Loucura, ditado pelo Espírito Manuel Philomeno de Miranda. A obra estuda profundamente o Carnaval da cidade do Rio de Janeiro em 1968, quando um grupo de Espíritos nobres, capitaneados pelo Dr. Bezerra de Menezes, desenvolveram um trabalho de socorro às vítimas do Carnaval, tanto as encarnadas quanto as desencarnadas. A psicosfera na cidade era terrível. Os desencarnados em estado de primarismo se utilizavam de vibriões mentais das pessoas e passavam a alimentar-se com essas emanações psíquicas. Logo depois, quando o indivíduo vai perdendo o equilíbrio, entra em faixas de grande perturbação. E esses Espíritos insanos praticamente se lhes apossam, atirando-os em processos que Allan Kardec denomina como de subjugação. São vítimas espontâneas que passam a viver entre os dois mundos. Daí porque os gozadores estão sempre frustrados, pois foram instrumentos de outros gozadores que os utilizaram. Estando no corpo físico, os adeptos do carnaval desfrutam ao máximo do prazer, vivenciando situações em que se contaminam com doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS e a sífilis, que dizimam populações inteiras pelo mundo. Por outro lado, entidades perturbadas e vampirizadoras as utilizam para exauri-las, podendo assim experimentar as mesmas sensações que lhes agradavam quando estavam na Terra.

                   

       A médium D. Yvonne do Amaral Pereira, quando jovem foi levada pelos seus mentores desencarnados para ver os desfiles de Carnaval em regiões espirituais inferiores, nas quais ela testemunhava a existência de carros alegóricos semelhantes aos que circulavam nas grandes avenidas do Rio de Janeiro, durante as festividades de Momo. Certa vez, exatamente na época carnavalesca, ela foi à Avenida Rio Branco, na capital carioca, onde passavam inúmeros blocos de Carnaval. A dedicada médium testemunhou cenas que lhe pareceram profundamente chocantes, principalmente o exagero da nudez e as máscaras de Carnaval, que traziam figuras estranhas e monstruosas. O que mais impressionou D. Yvonne foi que as máscaras não lhe eram desconhecidas, pois já havia visto aqueles adereços quando estava em desdobramento espiritual, nas ocasiões em que os seus mentores a levaram para visitar as regiões inferiores do mundo invisível.

        Os mentores da Vida Maior, preocupados com essas ocorrências, têm-se empenhado em criar lugares para atender aos encarnados que se deixam dominar por essas fantasias vampirescas, imiscuindo-se com as entidades perversas do mundo espiritual. Elas se conectam às mentes humanas indisciplinadas e extraem as suas forças fisiopsíquicas, atirando-as aos calabouços da insensatez. São requisitados milhares de Espíritos generosos que desejam servir para auxiliar as vítimas do desvario. Não são todos necessariamente entidades elevadas, mas são seres de boa vontade, orientados a inspirar aqueles que se envolvem em menos situações lamentáveis, em menos abusos. Esses desencarnados reconfortam, socorrem vítimas e trabalham em favor dos que desencarnam nesse período. Ainda prestam auxílio aos Espíritos que influenciam negativamente as pessoas, por malícia ou mesmo por ignorância, acreditando-se ainda encarnados. Esses seres benevolentes socorrem os Espíritos enfermos, oferecem-lhes a terapia do diálogo e levam-nos aos postos de socorro onde são atendidos. Com tais acertadas medidas os benfeitores diminuem a intensidade mórbida dos processos obsessivos.

        Se, com todo esse socorro, ainda vemos resultados funestos, imaginemos se não houvesse a abnegação dessas entidades de boa vontade sob a direção dos nobres guias da humanidade!


       A oração é uma medida fundamental para acelerar a diluição dos prejuízos ocorridos no período carnavalesco. Após o encerramento das festividades, seria ideal que construíssemos uma barreira vibratória do Bem para impedir que essa contaminação mental prosseguisse por vários dias na psicosfera terrestre.

       Durante o Carnaval, as obsessões ficam mais frequentes porque as pessoas estão


mais receptivas. A maioria pensa que a vida é um Carnaval, ignorando completamente que aqueles dias vão passar. Elas permanecem embaladas na ilusão e mantém uma conexão com os Espíritos que lhes são afins, dando lugar a processos obsessivos de difícil solução. Isso ocorre porque algumas vezes os encarnados sentem falta dos parceiros sexuais que foram apenas momentâneos. E, para compensar a falta, o seu psiquismo atrai companhias fora do corpo físico para estarem ao seu lado. Outras vezes, a fixação nas ideias eróticas não está relacionada a um parceiro específico, mas permite que a entidade vampirizadora possa introjetar na mente de sua vítima o desejo veemente, explorando as energias do desavisado que acaba por tombar em um estado de obsessão grave.

       Nos lares que abrem suas portas para os festejos de Momo, há um risco das entidades inferiores se alojarem no ambiente doméstico. As mentes encarnadas retêm os seres invisíveis através das recordações do prazer que foi fruído e dos desejos que não foram atendidos. As lembranças passam a fazer parte da agenda diária de cada um. O indivíduo vai deitar-se à noite e fica elucubrando, em um verdadeiro diálogo com a entidade que lhe está imantada. E quando se desliga parcialmente pelo sono, ela o arrasta para regiões espirituais inferiores onde existem carnavais de pior procedência, conforme já esclarecemos nos comentários sobre o livro Sexo e Obsessão. Eu estive num desses lugares, desdobrado e levado pelos benfeitores, ocasião em que testemunhei cenas dantescas que se desenrolam em nome da atual alucinação sexual. E só não fiquei horrorizado porque fui preparado para olhar tudo com muita compaixão. Na bacanal organizada por esses Espíritos inferiores eu encontrei pessoas conhecidas da sociedade. Quando eles voltam ao corpo no dia seguinte, estão exaustos porque as energias saudáveis desapareceram. Como consequência dessa incursão ao mundo espiritual inferior, a obsessão está instalada.

       Conforme já dissemos, esses seres do Além permanecem no ambiente doméstico e atraem outros Espíritos exploradores, pois eles, assim como qualquer um de nós, possuem grupos de amigos aos quais dizem: “Vamos para aquela casa porque lá o ambiente nos é propício!”.

       Como se pode notar, essa infestação espiritual acontece porque o intercâmbio psíquico nutriente é muito bom, resultando em consequências devastadoras para a família.

       Ainda poderemos adicionar uma importante consequência do período carnavalesco. Como a pessoa trabalhou, ganhou algum dinheiro e se divertiu durante poucos dias, o encerramento do Carnaval traz consigo a realidade, a frustração e a mágoa. E tendo-se acostumado com o dinheiro e as emoções experimentadas intensamente, dificilmente o indivíduo se ajusta novamente a uma vida normal, tranquila e serena, o que o induzirá a buscar a qualquer preço os recursos de que não dispõe, favorecendo o crescimento da violência urbana.

       Portanto, que deveremos fazer nos dias do Carnaval? Nós, os espíritas, temos diversas sugestões para aproveitar o período. Aliás, não precisa ser espírita para chegar a essa conclusão. Qualquer pessoa de bom senso pode perfeitamente tomar a mesma decisão. Vamos utilizar esses dias para uma boa leitura, para meditar, para visitar pessoas enfermas, para conviver com a família e reestruturar planos, para reavaliar projetos pessoais. Se a pessoa tem uma confissão religiosa, poderá aproveitar a oportunidade e fazer um retiro com os companheiros de ideal.

       Naturalmente poderemos utilizar o Carnaval para ir a festas ou bailes. Não é o Carnaval em si que traz consequências negativas, é o comportamento do indivíduo no Carnaval que pode prejudicá-lo. O fato de alguém isolar-se do convívio social não lhe garante paz interior. Um ermitão, aquele indivíduo que procura afastar-se do mundo e viver isolado de todos, pode estar atormentado pelos conflitos do sexo.

       Desta forma, o Carnaval em si mesmo não é o responsável pelos abusos a que o ser se entrega. Mas sem dúvida, o clima moral e psíquico que existe nesse período favorece o comportamento alucinado e a perda do autocontrole, que encontram campo fértil nas oportunidades que são colocadas na bandeja do prazer. Poderemos perfeitamente, tomando certos cuidados, visitar lugares em que ocorram desfiles ou nos quais ouçamos uma música que nos agrade, que nos faça espairecer. O problema é quando a nossa conduta mental e moral nos faz assumir compromissos negativos com a vida, para depois do Carnaval colocarmos a máscara de hipocrisia social e de puritanismo.

        Portanto, sejamos pessoas normais, alegres e joviais. Mas continuemos a trabalhar as imperfeições para atender ao nosso projeto de evolução. Allan Kardec já nos dizia que o verdadeiro espírita deve dedicar-se a superar as suas más inclinações, que podem emergir de épocas recuadas ou da vida atual mesmo. O indivíduo que se torna espírita somente na vida adulta, por exemplo, muitas vezes tem um longo caminho a percorrer para se libertar dos vícios que fizeram parte da sua juventude e estão impregnados em seu psiquismo... Se ele conhece bem a própria intimidade, sabe que pode vir a ceder a esses convites que durante muito tempo eram naturais em seu cotidiano.

       O conceito de que a carne nada vale deveria ser substituído pelo princípio de que o corpo é o veículo da nossa sublimação. Temos necessidade de nos divertir, de festejar e de espairecer, pois tudo isso faz parte do nosso dia a dia. Não é proibido ser feliz, muito menos ser alegre, mas precisamos trabalhar profundamente para que o Carnaval tenha outro significado em nossa sociedade.


Fonte: Livro Sexo e Consciência de Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes."



Fonte:
https://jardim-espirita.blogspot.com/2017/02/post243-carnaval-explicacao-da-doutrina.html




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

O Término de um Relacionamento...




"O término de um relacionamento deve-se ao fato de nunca ter existido um relacionamento de verdade, mas uma troca momentânea de afecto e sustento emocional. Quando duas pessoas maduras se relacionam de forma transparente não há crises de indecisão, desculpas para justificar traições nem mentiras mal contadas. Mesmo quando o amor acaba, o carácter prevalece."