domingo, 31 de maio de 2020

Como Ganhar Dinheiro em Casa... Dica



A Dica não é minha ... mas quis partilhar convosco, fica o contacto e a Fonte:


[Dica] Se Você não aprender a ganhar dinheiro na internet está sendo idiota

Se Você não aprender a ganhar dinheiro na internet está sendo idiota. Porque?
Em tempos de pandemia onde grande parte da população mundial está dentro de casa, ficou mais evidente a necessidade do home office (trabalho em casa) e ficou mais evidente que ganhar dinheiro na internet às vezes pode ser a única possibilidade a seguir.
Grande parte da população mundial está trabalhando agora dos seus lares.
A maioria das empresas negavam o home office por entender que o funcionário poderia “enrolar” o serviço ou também porque não sabiam como gerenciá-los remotamente.
Agora todas empresas foram obrigadas a ceder e a confiar nos funcionários.
O que ficou mais claro com essa pandemia do coronavírus é que o mundo nunca mais será o mesmo, o modo de trabalho mudará e as empresas deverão ser mais tolerantes as possibilidade do home office.
Essas empresas poderão assim, economizar na estrutura física para alocar muitos funcionários, reduzindo os custos fixos de água, luz, cadeiras, cafezinho, limpeza, etc (a natureza agradece!).
Se tornou evidente também que a Internet dominará mais do que nunca os negócios no mundo, mais e mais soluções irão surgir na rede, mais e mais oportunidades irão desabrochar.
Nesta pandemia milhares de empresas estão tentando se reinventar rapidamente para atender on-line.
Actualmente milhares de pessoas já vivem de negócios na internet e trabalham remotamente de onde querem.
Se você não aprender a ganhar dinheiro na internet ou através dela ficará a ver navios, pois milhares de pessoas estão aprendendo e se preparando para esse novo mundo.
Um mundo onde respeitemos mais o meio ambiente e que não precisemos lotar as ruas diariamente de carros para ir ao trabalho sentar na frente de um computador que você poderia fazer tranquilamente de qualquer lugar.
Você pode ficar para trás nesse bonde de mudança mundial senão entender a vastidão de possibilidades existentes.
Não ache que para ganhar dinheiro na internet precisa ter milhares de seguidores no instagram, não? Na realidade os que mais ganham nem aparecem.
Ganhar dinheiro na internet não é uma arte limitada a poucos perfis, isso é um engano.
internet é democrática e não importa a raça, cor, género, idade, religião ou nacionalidade, depende de seu interesse genuíno e seguir as estratégias para economizar seu maior activo, TEMPO!
Existe milhares de possibilidades e estratégias de como facturar e viver de internet fazendo o que você já sabe fazer e não precisa ser um génio de informática ou algo do género.
Pessoas comuns com conhecimentos básicos de informática que sabem apenas navegar na rede, com as estratégias certas aprendem a ganhar dinheiro na internet e facturar milhares a milhões.
Se pensarmos que hoje as maiores empresas mundiais são na rede, como por exemplo a Google e milhares de outras, vemos o potencial infinito da rede.
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domingo, 24 de maio de 2020

Os espíritos ao reencarnarem unem-se...

Fonte:

http://jardim-espirita.blogspot.com/2020/05/desencarne-coletivo.html


DESENCARNE COLETIVO

            Os espíritos ao reencarnarem unem-se em grupos, em famílias e em situações com os quais possuem necessidades e provas a partilharem, em que eles mesmos deram origem em outras vidas. Então estes espíritos se unem tanto no erguimento de obras para o bem, para o progresso, como em situações de flagelos e de sofrimentos levando às chamadas mortes coletivas. Por trás das mortes coletivas tem todo um conjunto de razões que está de acordo com as leis de Deus; que são justas, perfeitas e misericordiosa. É a Lei da Ação e Reação. Então, as mortes coletivas acontecem por causa de dívidas contraídas no passado, sendo este tipo de morte o meio para se pagar determinados tipos de dívidas, contraídas em vidas passadas.


            Joanna de Ângelis nos informa alguns crimes contra a humanidade que são justificados num flagelo destruidor, incluindo: “Comparsas de hediondas chacinas, grupos de vândalos; malta de inveterados agressores; corsários e marinhagens desvairados; soldadesca mercenária, impiedosa e avassaladora; incendiários contumazes de lares e celeiros; cúmplices e seviciadores de vítimas inermes; pesquisadores e cientistas impenitentes; legisladores sádicos e injustos; conquistadores arbitrários, carniceiros; mentes vinculadas entre si pelo ódio, ciúme e inveja que incendeiam paixões.” Ou seja, esses são criminosos que “reunidos em vidas futuras, atravessando os portais da Imortalidade, através de resgates coletivos, como coletivamente espoliaram, destruíram, escarneceram, aniquilaram, venceram os que encontravam à frente... a fim de se reajustarem no concerto Cósmico da Vida...”


            Precisamos entender que o ser humano está sob três aspectos, que são: indivíduo; membro da família; e cidadão. Sob cada um desses três aspectos pode ser criminoso ou virtuoso; por isso existem as faltas do indivíduo, da família e da nação. Qualquer aspecto deste em que o ser humano esteja em falta, as dívidas são reparadas com a Lei da Ação e Reação. Esta mesma Lei age sobre o indivíduo, sobre a família, sobre as nações, raças, enfim, o conjunto de habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas.

            Os erros praticados em conjunto, são reparados de uma forma solidária, coletiva, ou seja, os mesmos espíritos que erram juntos reúnem-se para reparar suas faltas. Aqueles que em coletividade desrespeitaram as leis universais, se encontram em determinada reencarnação para pagarem os crimes realizados. Esse reencontro se dar pela lei de afinidade para pagar por aqueles crimes, delitos terríveis que cometeram, quitando suas dívidas por meio de fenômenos naturais como maremotos, terremotos, ou tragédias como acidentes de avião, incêndios, ou epidemias; ou guerras...

            Emmanuel nos informa que as comoções geológicas não são simples acidentes da natureza, uma vez que o mundo não está sob a direção de forças cegas. E Emmanuel ainda esclarece que, as comoções geológicas são instrumentos de provações coletivas, ríspidas e penosas. A multidão resgata igualmente os seus crimes e cada elemento integrante da mesma quita-se do passado em relação aos débitos pessoais.


            E Joanna de Ângelis no livro Após a Tempestade, nos informa que: “Esses flagelos destruidores tem objetivos saneadores que removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera, que o homem elimina e aspira em continua intoxicação.” Compreendemos que a atmosfera se compõe também das energias emitidas pelos espíritos encarnados e que precisa periodicamente ser renovada. Eventos de catástrofes produzem uma energia diferente e compensadora que é a que emana da solidariedade que costuma ser vista em momentos assim.

            A misericórdia Divina é tão inenarrável, que aqueles que se dedicam ao bem, à caridade, ao amor ao próximo, podem mudar a forma de pagamento de sua dívida. Está neste grupo aqueles que escaparam por pouco, por sorte, dos resgate coletivos.

            A reparação dos débitos se dá porque a alma, quando volta para o mundo dos espíritos, conscientiza-se da responsabilidade própria, faz o levantamento dos seus débitos passados e, por isso mesmo, roga os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente, e se libertar de tais faltas. Os seja, os erros coletivos exigem reparação coletivas conforme os padrões da Justiça Divina, é uma reparação pedagógica.

domingo, 17 de maio de 2020

Quando um Povo não progride...

O momento é delicado, difícil e desgastante, mas uma leitura como esta, ajuda-nos a entender o que se está a passar no Mundo com a Humanidade... vale a pena visitar...


Fonte:  http://jardim-espirita.blogspot.com/


FLAGELOS DESTRUIDORES


O objetivo dos flagelos destruidores é fazer a humanidade avançar mais depressa. A destruição é necessária para a regeneração moral dos espíritos, que adquirem, a cada nova existência, um novo grau de perfeição. É preciso ver o fim para poder apreciar os resultados. Esses transtornos são, frequentemente, necessários  para fazer alcançar, mais prontamente, uma ordem melhor de coisas, em alguns anos o que exigiria séculos.
           Deus emprega todos os dias outros meios sem ser os flagelos destruidores para aprimorar a humanidade, visto que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. É que o homem não aproveita; é preciso o homem ser tocado no seu orgulho e fazê-lo sentir sua fraqueza.
          Durante a vida, o homem relaciona tudo com o seu corpo, mas, depois da morte, ele pensa de outra forma, pois a vida do corpo é pouca coisa. Um século no mundo material é um relâmpago na eternidade. Portanto, os sofrimentos de alguns meses ou alguns dias, não são nada, apenas um ensinamento para nós, e que nos servirá no futuro. O mundo espiritual é o mundo real, preexistente e sobrevivente a tudo, são os filhos de Deus e o objeto de toda a sua solicitude; os corpos físicos são apenas os trajes com os quais eles aparecem no mundo material. Nas grandes calamidades que dizimam os homens, é como um exército que, durante a guerra, vê seus trajes usados, rasgados ou perdidos. O general tem mais cuidado com seus soldados do que com suas vestes.
           Mas as vítimas desses flagelos não são menos vítimas?
          Se considerarmos a vida por aquilo que ela é, e o pouco que é com relação ao infinito, se atribuiria menos importância a isso. Essas vítimas encontrarão, em uma outra existência, uma larga compensação aos seus sofrimentos, se elas sabem suportá-los sem murmurar.
          Que chegue a morte por um flagelo ou por uma causa comum, não se pode escapar a ela quando soa a hora de partida: a única diferença é que com isso, nos desencarnes por flagelo, parte um maior número de uma vez.
          Se pudéssemos nos elevar, pelo pensamento, de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la inteiramente, esses flagelos tão terríveis não nos pareceriam mais que tempestades passageiras no destino do mundo.
         Os flagelos destruidores tem uma utilidade, sob o ponto de vista físico, pois eles mudam, algumas vezes, o estado de uma região; mas o bem que disso resulta não é, frequentemente, percebido senão pelas gerações futuras.
          Os flagelos são provas que fornecem ao homem a ocasião de exercitar sua inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação à vontade de Deus, e o orientam para demonstrar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se ele não está mais dominado pelo egoísmo.
         O homem pode evitar os flagelos por uma parte, mas não como se pensa, geralmente. Muitos flagelos são o resultado da imprevidência do homem; à medida que o homem adquire conhecimentos e experiência, pode evitá-los, quer dizer, preveni-los, se sabe procurar-lhes as causas. Mas entre os males que afligem a Humanidade, há os gerais que estão nos desígnios da Providência, e dos quais cada indivíduo recebe mais ou menos, a repercussão.  A estes o homem não pode opor senão a resignação à vontade de Deus e, ainda, esses males são agravados, frequentemente, pela sua negligência.
          Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, é preciso incluir na primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem não encontrou na ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e na irrigação, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar, ou pelo menos atenuar, os desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não estão preservadas hoje? Que não fará, portanto, o homem por seu bem-estar material quando souber aproveitar todos os recursos de sua inteligência e quando ao cuidado de sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de uma verdadeira caridade por seus semelhantes?



Fonte: O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Cap.VI – Lei de Destruição, questões 737 à 741.





domingo, 10 de maio de 2020

Quando tudo estiver errado...



" Quando tudo estiver dando errado... pare com tudo o que estiver fazendo e espere!
O dia seguinte traz sempre, novos ares e novas possibilidades para recomeçar...

Sair de cena, em muitos momentos, salva pensamentos e até vidas. Ter consciência da necessidade de outras paragens, pode ser o maior bem, que podemos fazer a nós mesmos...

A vida sempre te dará dois caminhos, mas nunca te dirá qual deles a seguir.

O certo é sempre esquecido... o erro é sempre lembrado... a partir dessa regra, a distância nasce...

A alma é um pássaro que vive em cativeiro e ainda assim canta!

Um bruto insiste no seu erro... e pronto
Uma pessoa inteligente analisa e tenta encontrar o seu erro para corrigi-lo...

Seja gentil com o próximo, você não sabe das lutas que ele possa estar atravessando...

De tudo já tive, e tudo perdi, hoje sinto a falta do que já não tenho, e mil vezes preferiria que nunca nada tivesse tido, pois não se perde o que não se tem, nem se sente a falta do que nunca teve...

O passado de erros só existe para que no presente possamos ser mais maduro, e no futuro muito mais experientes...

Seja qual for a questão ou mau entendido, seja sábio e lembre-se, quem dá troco é comerciante...

Deixe de se preocupar tanto com os outros e passará a ter mais paz em sua vida...

Se preocupe sempre em fazer o bem, pois, não há nada pior do que se deitar e não dormir por conflitos mentais sobre suas atitudes diurnas.

Sempre vou dormir tarde olhando as estrelas, sei que amanhã elas estarão lá, mas eu não sei se estarei aqui..."
















quinta-feira, 30 de abril de 2020

Meditação Trataka...





Nesta altura de Pandemia, onde todas as pessoas têm dificuldade em adormecer, suas emoções estão à flor da pele, medos, ansiedade, uma mistura de sentimentos negativos achei por bem, deixar-vos um texto que encontrei nas minhas pesquisas... espero poder ajudar...

Fonte:
https://yogui.co/meditacao-trataka-o-que-essas-rodas-girando-tem-a-ver-com-a-inquietacao-mente/

Rodas girando tem a ver com a inquietação da sua MENTE?
Tales Luciano Duarte
Meditar

https://bit.ly/3apMLSa https://bit.ly/3apMLSa
Dizem que “os olhos são as janelas da alma“.
Se isso é verdade, como você pode fazer uso deste fato para melhorar sua prática de meditação?
Neste artigo, vamos explorar a relação entre os olhos e o cérebro a partir de uma perspectiva científica.

Em seguida, descrever o que é Trataka e outras técnicas de meditação técnicas para alcançar a quietude da mente através do uso de seus olhos.

Dentre os cinco sentidos principais, a vista é o mais poderoso.

Para perceber através do toque ou do gosto, precisamos estar em contato com o objeto. Para perceber um cheiro ou som, precisamos estar perto da fonte desse cheiro ou som.

No entanto, com os nossos olhos podemos perceber objetos e paisagens com milhas de distância, sem realmente estar lá.

De fato, 80% de todos os dados sensoriais que processamos vem através de nossa visão (Fonte).

Depois do cérebro, seus olhos são o órgão mais complexo do corpo, contendo mais de 200 milhões de peças de trabalho.
Fonte do Post: liveandDare

Eles também são o músculo mais rápido em seu corpo, e podem funcionar em 100% a qualquer momento, sem necessidade de descanso.

Esta câmera de 576 megapixels pode distinguir mais de 10 milhões de cores e processar informações com a mesma rapidez que o cabo Ethernet. (Fonte)


Mas o que tudo isso tem a ver com a mente e meditação?

A Relação Olho-Mente


A relação entre os olhos e o cérebro começa nos primeiros dias de vida fetal.

Seus olhos começam a desenvolver apenas duas semanas após a concepção, com a retina e o nervo óptico se desenvolvendo como uma conseqüência direta de seu cérebro.

Assim, a retina é realmente uma parte do cérebro que cresceu no olho, e também compartilha uma estrutura semelhante (Fonte).

Além disso, a visão é tão importante que quase metade do cérebro é dedicada à visão

A medicina convencional sabe que as condições de saúde mental se traduzem em padrões específicos de movimentos oculares (Fonte).

É por isso que as pessoas com boa inteligência emocional são capazes de ler seu estado mental através de seus olhos.

Na verdade, tem havido muita literatura de pesquisa sugerindo que as condições mentais envolvendo atenção (como TDAH, dislexia e ansiedade) são acompanhados por aumento movimentos oculares.

O mesmo é verdadeiro em relação à sua respiração – ela muda de acordo com a emoção ou estado mental que você está experimentando em cada momento.

Existe um padrão respiratório específico que se instala quando estamos com raiva, por exemplo; E outro quando estamos com medo, deprimido, cansado, feliz, etc.

A contribuição da filosofia oriental e da “experimentação da consciência” dos yoguis do oriente é que o oposto também é verdadeiro:

Ou seja, seus olhos e padrões de respiração também influenciam diretamente seu estado mental e emocional.

Esta é realmente uma ótima notícia, porque é muito mais fácil trabalhar no nível da respiração e globos oculares, do que no nível da mente (que é tão sutil e volátil).

Curiosamente, nas últimas décadas a Western Psychology está desenvolvendo teorias e metodologias baseadas no mesmo princípio.

Uma delas é a EMDR (Desensibilização e Reprocessamento do Movimento dos Olhos), que é uma modalidade terapêutica para o tratamento de traumas, iniciada em 1987 pela psicóloga Francine Shapiro.

Em uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Saúde Mental Americano, a EMDR foi considerada ser substancialmente mais eficaz do que Prozac para PTSD.

É agora reconhecido como tratamento eficaz pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e é um dos tratamentos para PTSD sancionada pelo Departamento Americano de Assuntos de Idosos.

Conclusão: Sua visão está fortemente conectada à sua mente. Seus estados mentais/emocionais afetam seus movimentos oculares.

Você também pode afetar sua mente, e até mesmo gerenciar o trauma, fazendo certas práticas com seus olhos.

Olhar Estável, Mente Estável

Nossos olhos estão constantemente fazendo microscópicos movimentos bruscos chamado microsaccades, projetado para se certificar de que a imagem de qualquer coisa que vai para a retina está mudando constantemente (isso é chamado o fenômeno de Troxler).

Eles fazem isso para que os objetos em nosso campo de visão continuem sendo registrados pelo cérebro;

Caso contrário, se olhassemos constantemente para um objeto por tempo suficiente, ele tenderia a desaparecer de nossa percepção.

Na verdade, nossos olhos podem se concentrar em várias coisas a cada segundo.

Esta varredura inquieta do ambiente, bem como nossa luta ou resposta rápida, era uma necessidade quando vivíamos na selva.

Em nosso estilo de vida moderno, no entanto, nossa incapacidade de desligar este padrão de produção de ansiedade não contribui para a nossa sobrevivência ou qualidade de vida.

No entanto, o uso intensivo de computadores e smartphones está nos treinando a ser cada vez mais inquietos com os nossos olhos.

Esta é uma das razões pelas quais nossa atenção se mantém cada vez mais curta.

Por outro lado, o que os meditadores de outrora descobriram é que ao acalmar esses micro movimentos dos olhos, a quietude da mente pode ser induzida.

Vamos fazer uma experiência rápida. Olhe por alguns segundos as imagens abaixo:





Você vai notar que no primeiro, fica piscando os pontos pretos; Enquanto o segundo as rodas parecem estar se movendo

Agora olhe para eles de novo, mas, em vez disso, focalize seus olhos em um dos pontos da imagem e fique atento para que seus olhos não se movam nem um pouco.

Se você conseguir fazer isso, os movimentos desaparecerão e você verá as imagens como elas são. A segunda imagem provavelmente será mais desafiadora.

Se você realmente acalmou seus olhos por um minuto ou dois, você também pode ter experimentado uma quietude de sua mente. Se não, com um pouco mais de prática torna-se evidente.

Conclusão: Distrações na mente geram micro movimentos nos olhos ou pálpebras, e vice-versa. A quietude dos olhos traz a quietude da mente, e vice-versa.

Fixação Ocular – Práticas de Meditação



Fixar os olhos não é a única maneira de alcançar a quietude da mente, mas é uma maneira poderosa, e o feedback é muito mais rápido.

Escolas de Yoga, Zen e Budismo Tibetano desenvolveram técnicas baseadas neste princípio.

Curiosamente, a pesquisa do neuropsicólogo Marcel Kinsbourne mostra que há uma relação definida entre a posição dos olhos e o hemisfério dominante do cérebro;

Tanto assim que mudar a posição do olho pode afetar diretamente seu humor e experiência do mundo.

Em suas experiências, as imagens que aparecem no lado esquerdo do nosso campo de visão e sons na orelha esquerda (ambos transmitidos para o lado direito do cérebro), são percebidos menos agradáveis do que quando são apresentados ao outro lado.

Isso é relevante porque a maioria das técnicas abaixo envolve manter um olhar central. Isso pode explicar a experiência de muitos praticantes sobre meditação trataka e técnicas semelhantes:

Que há uma integração e unificação de todo o cérebro.

Se olhar para a direita ativa o hemisfério esquerdo e olhar para a esquerda ativa o hemisfério direito, então é razoável concluir que manter um olhar perfeitamente centrado produz uma atividade cerebral equilibrada em ambos os hemisférios.

Trataka – Fixação Ocular Yogui



Trataka é uma técnica de meditação que envolve fixar os olhos (e, por sua vez, a mente) através da intenção.

Inicialmente, essa prática é feita com os olhos abertos em um objeto externo.

Ele então progride para a prática interna (com os olhos fechados), e para olhar o vazio.

Em todas as formas de trataka, você pode integrar consciência de respiração ou a repetição de um mantra se você achar útil, embora não é comumente ensinado dessa forma.

Trataka é uma técnica muito rica, então aqui vamos resumir seus principais elementos.

Tem havido muito pouca investigação científica nesta prática (exemplo). Portanto, o que sabemos em termos de seus benefícios é, em sua maioria, todas as evidências de profissionais que dedicaram anos à sua prática.

Neste contexto, trataka é atribuído a ter os seguintes benefícios:
Melhora a concentração, memória e força de vontade

Melhora as habilidades de visualização

Melhora a função cognitiva

Cura doenças oculares

Torna os olhos mais fortes, mais claros e mais brilhantes

Ajuda com insônia

Limpa os complexos mentais / emocionais acumulados

Traz pensamentos suprimidos à superfície

Aumenta a estabilidade nervosa

Acalma a mente ansiosa

Balança a atividade nos dois hemisférios do cérebro

Melhora a visão no escuro (se praticado em uma chama de vela)

Efeito calmante sobre os nervos cranianos (Dr. Giridar Yogeshwar)

Aumenta a autoconfiança e a paciência

Primeira Fase: Externa


O primeiro nível da prática é o olhar externo.

O objeto pode ser quase qualquer coisa, embora as escolhas as mais populares sejam uma chama de vela, um ponto preto em uma parede branca, ou uma imagem com significado particular para você.

Outros objetos usados são a sua imagem em um espelho, vidro transparente, uma agulha, uma corrente de água, a lua no céu, ou os primeiros minutos do sol nascente.

1 - Foque seu olhar no objeto, e mantenha-o sem piscar e sem deixar seus olhos se moverem.

2 - Após 1 a 3 minutos, seus olhos estarão cansados ou lágrimas podem estar correndo.

3 - Em seguida, feche os olhos por alguns minutos, e olhe para a imagem final do objeto na sua mente, se você pode vê-lo.

4 - Quando estiver pronto, abra os olhos e vá para outra rodada.

5 - No final da sua prática, lavar suavemente os olhos com água fria.
Algumas considerações na prática:
1 - Uma vela é preferida porque a chama tem uma atração natural para muitas pessoas. O fogo é como ímã para os olhos e mente. Além disso, deixa uma pós-imagem muito clara na mente.

2 - Não pratique Trataka externo por mais de 10 minutos (especialmente a versão de admiração de velas), a menos que você tenha a orientação de um professor experiente nesta técnica.

3 - O truque em trataka reside em relaxar os olhos, tanto quanto possível - caso contrário, sua visão em breve deve fazer os olhos piscarem.  Não se preocupe se tudo o que você pode fazer seja 10 segundos sem piscar; Com o tempo você será capaz de percorrer longos períodos sem piscar.

4 - Coloque o objeto ao nível dos olhos em suporte à sua frente.

5 - Quanto à distância do objeto de você, alguns professores recomendam uma distância do braço (isso funciona para mim), enquanto outros recomendam até 5 metros de distância. Experimente e veja o é melhor para você.

6 - Certifique-se de que você possa  ver o objeto claramente, sem nuvens. Se necessário, use seus óculos.

7 - Se você estiver usando uma vela, deixe o seu quarto completamente escuro, e certifique-se que não há vento. Para outros objetos, a luz fraca é preferida e a fonte de luz deve estar atrás de você.

8 - Olhar com propósito, como se você está procurando algo. Momento após momento, tudo que você está fazendo é observar esse ponto, sem pensar nisso.

9 - Alguns textos de Yoga mencionam a tentativa de "perfurar o objeto com seu olhar"; Outros dizem que deve ser um olhar relaxado. Provavelmente uma questão de experimentação para ver o que é melhor.

10 - Tente não piscar, mas não tente muito. Quanto menos pensar nisso,  mais fácil é.

11 - Não estique seus olhos. Se sentir desconforto, pisque os olhos e continue a prática. Mas não os mova.

12 - Não faça trataka com uma vela se você tiver catarata, glaucoma, miopia, astigmatismo ou epilepsia.
Outras Formas:

Outras duas práticas tradicionais de trataka externa, e que não envolvem qualquer objeto, estão em fixar olhar na ponta do nariz (nasikagra drishti) ou fixar no espaço entre as sobrancelhas (shambhavi mudra – terceiro olho).

O primeiro induz calma e centramento; O segundo, alerta e expansão.


1 - Para praticar o olhar na ponta do nariz, coloque seu dedo indicador aproximadamente um braço de comprimento longe de seu nariz, no nível do olho.

2 - Olhe a ponta do seu dedo por alguns momentos até que você esteja confortável com ele.

3 - Em seguida, lentamente começe a aproximar o dedo mais próximo da ponta do seu nariz, mantendo-o com o seu olhar.

4 - Pare ao longo do caminho, se necessário, para que seus olhos se acostumem com ele.

5 - Quando seu dedo toca o nariz, solte seu dedo, e apenas continue olhando para o nariz.

6 - Faça isso por não mais de 10-15 minutos nas primeiras semanas.
Para praticar o olhar no centro da sobrancelha, siga o procedimento semelhante, com a diferença de que a ponta do dedo deve estar ao nível das sobrancelhas.


Estas duas técnicas também podem ser praticadas com olhos fechados. Provoca menos tensão nos olhos, mas é mais difícil manter o foco.

Ambas as práticas são muito poderosas para tornar a mente calma e centrada. Mas lembre-se de abordar estas práticas lentamente e com paciência.

Caso contrário, você pode experimentar uma dor de cabeça.
Segunda Fase: Interna


Com o tempo, sua concentração e habilidades de visualização aumentarão, e você progredirá para praticar o olhar interno exclusivamente.

Aqui, você está olhando para uma imagem mental de seu objeto, ou simplesmente visualizando um ponto de luz em sua “tela da mente” (o espaço preto na frente de seus olhos fechados).
Você também pode praticar trataka interna com uma cena externa como um suporte.

Centre seu olhar em um ponto central em seu campo visual, e observe o cenário inteiro em torno de você.

Em seguida, feche os olhos e tente recriar a mesma cena dentro.

Mantenha sua consciência no centro da sobrancelha e deixe a imagem construir acima para você, apenas como fez quando você o olhou externamente.
Terceira Fase: Espaço


Depois de dominar o olhar interno, você pode proceder a olhar para o vazio.

No início, é aconselhável primeiro fazer trataka externa.

Caso contrário, sua mente não terá a estabilidade necessária para fazer o melhor uso dessas práticas, e você provavelmente ficará muitas vezes perdido em distração ou letargia.

As modalidades comuns deste tipo de trataka são:

Boochari Mudra -> levantar a mão na frente do seu rosto, e olhar para a ponta do dedo por alguns minutos. Em seguida, retire sua mão, mas continue olhando para o mesmo local. Você está agora olhando o espaço, ou o vazio. Esteja ciente de espaço apenas, e não registre quaisquer outros eventos. Quando o foco dissipa, levante a mão e começe de novo.

Espaço -> Selecione dois objetos em seu campo visual, e foque no espaço entre eles. Depois de algum tempo, feche os olhos e concentre-se no espaço entre seus pensamentos.

Escuridão -> Em um quarto sem luz, olhar para um lugar na escuridão na sua frente. (Atenção: não tente esta prática se você tiver deprimido ou tiver sido exposto a experiências traumáticas).
O vidente -> Com os olhos fechados, vire seu olhar 180 graus ao redor de si mesmo. Olhe para o “eu”, o observador, a consciência percebida. Este é de fato, um tipo de meditação de Auto-Inquérito, embora quase todo mundo tente antes o treinamento prévio de trataka externo e interno para conseguir essa forma mais avançada.

Através de trataka, toda a atenção e poder da mente é canalizada em um fluxo contínuo.

Em muitas linhagens de Yoga, é considerado o alfabeto da meditação, e também como um exercício de concentração altamente eficaz.

Os antigos manuais de Yoga afirmam que:
“Trataka destrói as doenças dos olhos e remove a preguiça, etc. Deve ser mantido em segredo com muito cuidado, como uma caixa de ouro.” (Hatha Yoga Pradipika 2:31)
Na escala do Yoga, a trataka é muitas vezes considerada a ponte entre as práticas orientadas para o corpo – como posturas (asanas) e exercícios de respiração (pranayama) – e as práticas orientadas à mente da meditação (dhyana) e do estado superconsciente (samadhi).

É também uma preparação essencial para todas as meditações do tipo visualização.

Recomendo livros sobre o tema de Trataka são Asana Pranayama Mudra Bandha e Dharana Darshan (este é um dos mais abrangente encontrado até agora). Estes dois tratados, e outros livros Bihar Yoga.

Vamos agora explorar outras práticas trataka de tradições diferentes.

Fixação do olhar no céu – Budismo tibetano


Dzogchen, uma tradição do Budismo Tibetano, recomenda a prática do olhar para o céu.

1 - Encontre um lugar alto com uma boa visão de um céu claro expansivo. (Você também pode deitar de costas e experimentá-lo).

2 - Sente-se confortavelmente e por alguns momentos acalme sua mente com longas e profundas respirações lentas.

3 - Com uma boa postura, incline a cabeça ligeiramente para cima e com um olhar de disposição nobre sem distração ou embotamento para o céu azul expansivo claro (melhor feito em dias não-nublados).

4 - Deixe de lado todos os pensamentos, permitindo que eles passem como nuvens, e incentive sua consciência a fundir lentamente com o céu azul expansivo.

5 - Observe como os pensamentos internos evaporam em sua consciência interior como as nuvens que evaporam no céu.

6 - Reconhecer que esta experiência aberta e expansiva é realmente o estado mais fundamental e natural de seu ser.

7 - Sustentar este reconhecimento de um estado aberto e expansivo do ser por maior tempo possível, e voltar a ele quando você se distrair.

8 - Ao contrário das práticas Yoguis de trataka, que enfatiza a concentração, a prática acima enfatiza o repouso em um estado natural da mente (que o céu azul claro representa).

Aqui está uma outra descrição desta prática, esta muito parecida com as práticas do “estágio três” de trataka Yogic (olhando o vazio):
O método de olhar Dzogchen desorienta a mente conceitual. É muito importante praticar o olhar primeiro.
Você tem que fazer isso para manter seus olhos de procurar formas sobre as quais eles tendem a resolver.
Nos termos de Dzogchen, treinamos através dos sentidos e dos campos dos sentidos, em vez de tentar deixar de pensar. Aprendemos a concentrar nos sentidos. Mantemos os sentidos imóveis em relação ao mundo externo.
Você pode sentar ao lado do mar. Ou perto de um rio. E se concentrar no detalhe da superfície da água, de modo que você a veja claramente. Você fixa então seu olhar.
Os músculos dos olhos costumam rastrear os movimentos movendo-se para trás e para a frente ao longo da linha de movimento. Você se torna consciente desse movimento e tente continuamente congelá-lo – para fixar seu olhar.
Este é um específico de muitas práticas de Dzogchen. A impressão que você receberia seria como uma fotografia tirada a uma velocidade lenta. Esta é uma das melhores maneiras de treinar na fixação do olhar.
A maneira de treinar se concentrar no espaço, em termos de Dzogchen, é aprender a se sentir confortável quando seus olhos não têm nenhum objeto de foco.

Isto parece desafiador no início, mas não é tão complexo como parece
Fixação do Olhar – no Budismo Zen

Na meditação de Zazen, descansamos o olhar no chão, cerca de um a dois metros à frente.


Ou, enquanto estamos de frente para uma parede, fixamos o olhar sobre um terço do fundo da parede para a sua própria altura.

Nós não olhamos para a parede, mas através dela, para estarmos abertos à visão periférica.

Você não está olhando para nada, e não vendo nada, mas apenas olhando suavemente.

Os olhos também são mantidos imóveis e semi-fechados, para minimizar a necessidade de piscar.

Então, você traz a atenção para a respiração, ou para o corpo “apenas sentado”.
Fixação do Olhar em Outras Tradições



Na Grécia clássica, os filósofos praticavam o olhar no umbigo “omphaloskepsis“, como auxílio à contemplação dos princípios básicos do cosmos e da natureza humana.

Você também encontra a prática de olhar fixamente na Igreja Ortodoxa, onde ícones de santos e personagens da Bíblia são os únicos companheiros que os monásticos levam com eles por longos períodos de retiro.

No budismo Theravada, há a prática da meditação Kasina, que também começa olhando para um objeto externo, e mais tarde progride para se concentrar na imagem mental desse objeto.

Os dez objetos recomendados pelo Buda para isso são: terra, água, fogo, vento, branco, amarelo, vermelho, azul, espaço (ou céu), luz brilhante.

Podemos ver fortes semelhanças com a seleção de objetos trataka da tradição Yoga – o que não deve ser surpreendente, uma vez que o Buda aprendeu meditação dos yoguis na Índia.

No Taoísmo, há uma prática de olhar flores, onde mantemos um foco relaxado e receptivo em uma flor, e sentimos que estamos bebendo na cor, forma, perfume e energia de cura da flor. Eles também têm prática de qigong olhar fixamente a lua.

No Sufismo, há também a prática interna de “contemplar o Amado”.

No misticismo judaico (Kaballah) existe a prática de contemplar certas formas geométricas e símbolos.

Se você tem mais informações sobre essas práticas, meditações de fixar o olhar em outras tradições, por favor me avise. Ficarei feliz em incluí-los aqui.


Conclusões Finais

Geralmente, lemos muito sobre como fazer meditação usando o senso de toque (como na consciência da respiração, atenção e meditação ambulante) e o sentido da audição (meditação do mantra, TM, nada yoga).

Neste artigo eu me concentrei em técnicas que usam o nosso sentido da visão.

Outros tipos de meditação usarão sentimentos (como bondade amorosa e algumas meditações tântricas), lugares no corpo (meditação chakra, yoga nidra) ou imaginação.

Mesmo se as meditações de fixação ocular a não é para você, simplesmente estar mais consciente de seus movimentos de olhos em sua própria prática de meditação e tentar mantê-los, pode ser útil ao seguir outras técnicas.

Vimos como a visão é o sentido mais poderoso, e como é uma porta direta para influenciar nossos estados mentais.

Se você pode gastar 5 minutos em um olhar perfeito, sua mente vai certamente experimentar uma sensação de quietude – caso contrário você não poderia ter mantido o olhar.

No momento em que você tem ao mesmo uma leve memória, pensamento ou imaginação, seus olhos terão um micro-movimento, e você vai notar imediatamente.

Quando eu tentei essas meditações pela primeira vez, eu não gostei imediatamente.

Mas um ano depois, quando eu tentei-los novamente com uma melhor compreensão de seu valor, eu comecei a realmente apreciá-los.

Minha principal prática de meditação melhorou muito depois de me envolver seriamente em trataka como uma prática de apoio.

Você já tentou alguma prática semelhante? Em caso afirmativo, compartilhe suas experiências.